domingo, 30 de outubro de 2011

História real x História oficial

Cultura de silenciamento
por Aretusa de Almeida

A África é o berço da humanidade e 30% das palavras faladas no Brasil são de origem africana. Os africanos trouxeram ao Brasil animais e plantas que aqui não haviam como o dendê, galinha d’angola, entre outros. Além disso, também influenciaram na dança, na música, nos instrumentos, e contribuíram para outros aspectos da cultura brasileira, como por exemplo a capoeira, berimbau, etc.
O negro trazido para o Brasil não veio por livre e espontânea vontade. E para legitimar esse “seqüestro” de sua terra natal, criou-se uma história de selvageria e canibalismo. Toda essa demonização serviu para os brancos "justificarem" as barbáries cometidas contra os negros no perído da  escravidão. Não bastava que fossem apenas negros aos olhos dos brancos, era preciso torná-los sub humanos, algo entre o grotesco e o animal. O próprio corpo justificava a escravidão, pouco inteligente porém forte e resistente para o trabalho braçal.
Porém por mais que os brancos tentassem transformá-los em mercadoria e propriedades, os negros não se rendiam ao processo de "coisificação", porque mesmo sendo tratado como "coisa" o ser humano continua sendo humano. E é por isso que durante a escravidão, os negros não desistiram de sua liberdade e houve todo um processo de fuga para os quilombos, as revoltas, os suicídios e etc.
É importante ressaltar a coragem e a garra dos negros na luta que travaram para sua libertação e que significou uma busca pela re-humanização desse povo. E somente com o conhecimento de sua história é que poderemos nos libertar dos preconceitos e estereótipos que foram criados em torno deles.
A participação na construção da história e da cultura brasileira é negada aos negros, embora tenham sido eles a principal mão-de-obra na produção da riqueza do Brasil, trabalhando na cana-de-açúcar, na pecuária e no cultivo do café.
Mas se os negros possuíam tanta cultura em seu país, e pode-se dizer que sabiam mais sobre vários assuntos e possuíam mais habilidades que os europeus que os escravizaram, por que isso não aparece na história? Porque foram silenciados! Não é interessante pensá-los como pessoas que em sua terra natal possuíam organização social, religiosidade, comércio, cultura própria e saberes que eram passados de geração para geração. Para justificar as barbáries cometidas contra esse povo é necessário deturpar a história real e tornar a história oficial benéfica por parte de quem conta, no caso os brancos europeus em detrimento dos negros.
Embora a contribuição dos negros tenha sido de grande relevância para o progresso do país, eles foram colocados numa condição de trabalho inferiorizada e subalterna, e se não fosse a luta e as reivindicações dos grupos que hoje existem para tirá-los dessa condição de inferioridade, estariam na mesma situação até os dias de hoje. Até porque, esse processo de inferiorização se deu até o fim da escravidão, onde os negros ficaram sem terra para trabalhar e foram impedidos por lei de estudar. Não houve nenhuma reparação por parte das autoridades ou por parte de quem os escravizou e a conseqüência disso foi o aumento da miséria dessa camada da população.
Porém há uma “luz no fim do túnel” e as políticas públicas estão tentando reparar as injustiças cometidas e minimizar as sequelas deixadas pela escravidão uma vez que, a população negra deste país, conforme dados do IBGE, corresponde a 50,6 % dos brasileiros.
Uma das políticas a qual me refiro, é a implementação da Lei 10639/2003, atual 11.645/2008 que torna obrigatória a inclusão na grade curricular dos estabelecimentos de ensino,(fundamental e médio, seja eles públicos ou particulares) o ensino sobre a história e a cultura afro-brasileira e indígena, que incluirá o estudo das lutas dos negros e dos índios no Brasil. Suas culturas, seus costumes, enfim, toda sua contribuição para a formação da sociedade brasileira. A temática precisa ser abordada de maneira justa e que coloque o negro como protagonista de sua história; protagonismo esse que tanto nos enriqueceu ainda que à custa de tanto sofrimento.
É de suma importância que conheçamos melhor a história e a cultura africana para melhor informar os que nos cercam e dar o devido valor e respeito a esse povo tão injustiçado e que tanto nos enriqueceu com sua cultura e seu trabalho.
 
imagem extraída de :blogdathatmattarazo.blogspot.com

Ignorando nossas origens???


imagem extraída de:noticias.r7.com
Por: Rosiane Castro
O muro da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Guia Lopes, no bairro Limão, situado na  zona norte de São Paulo, foi pichado com a seguinte frase : "vamos cuidar do futuro de nossas crianças brancas", acompanhada do símbolo da suástica nazista. Segundo a diretora Cibele Racy, foi um protesto às ações afirmativas pela igualdade racial desenvolvidas pela escola.
Desde o início do ano as questões raciais têm sido discutidas com as crianças, como parte do projeto pedagógico. Conforme Cibele, apesar de o projeto ter sido benvindo, despertou reações negativas por parte de alguém que conhece bem o colégio. "Essa pichação teve um endereço certo. Não foi algo aleatório. Mexemos em uma ferida muito profunda e eu estava até preparada para alguma reação, mas não dessa maneira".
Segundo pesquisas, o Brasil têm a maior população de origem africana fora da África. Em 2003, foi aprovada a Lei 10.639/03, tornando obrigatório nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, tanto oficiais quanto particulares, o ensino da História e da Cultura Afro-brasileiras, da História da África, o que desta forma (esperamos),que possa aumentar possibilidades de romper com as desigualdades e a intolerância no Brasil. Porém o sucesso da implementação da lei depende da continuação das lutas sociais e coletivas.
Devemos fazer a diferença! O brasileiro deve valorizar sua pluralidade étnica e cultural, suas origens e acreditar em suas virtudes para que um dia este país tenha condições de lutar com igualdade pelos seus direitos.








As constribuições do Não- formal para a Educação

imagem extraída de: : peadportfolio156753.blogspot.com

Por : Rosiane Castro
A educação não formal é considerada como um campo em constante construção. Diferente da educação formal, onde os conteúdos são prontos,  ela é aquela que se aprende "com a vida" através das experiências do dia-a-dia. Nesse processo, o grande educador é o "outro", aquele com quem se interage. Torna-se um processo de autoaprendizagem e aprendizagem coletiva.
As práticas da educação não formal vão além dos muros escolares. Ocorrem em organizações sociais, nos movimentos e principalmente em lutas contra as desigualdades e a exclusão social. A construção de conhecimentos baseados em princípios de igualdade e justiça social,  fortalece a prática da cidadania.
Em hipótese alguma a educação não formal deve ser vista como um tipo de alternativa contra a educação formal, pelo contrário, ela traz contribuições para que  haja uma interação maior entre escola e comunidade. Só a partir dessa articulação, será possível uma transformação não só na área da educação, e sim na sociedade como um todo.
É preciso e urgente reconhecer a importância da educação não formal no processo de construção de uma sociedade mais justa. Pois fica claro que ambos processos de aprendizagem visam um só objetivo: " a formação de um cidadão pleno".
vídeo extraído de:http://www.youtube.com/watch?v=pHAKz5hKnqg

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

SOMOS TODOS IGUAIS ???


vídeo extraído de:http://www.youtube.com/watch?v=g3GgoiC8ZZ0

Somos todos iguais na diferença. Ninguém é menos importante por ser diferente. Ninguém é menos capaz por ser deficiente. Ninguém é mais bonito por ser branco ou negro. Podemos ser diferentes em relação à  cultura, níveis de ensino, religiões e aparência, mas todos temos a mesma essência. Porém a igualdade só se tornará uma realidade quando todos tiverem de forma igualitária, acesso ao trabalho, à educação, e aos mesmos direitos.

Rosiane Castro

Espaço Geográfico:Ensino e Representação

imagem extraída de: http://2.bp.blogspot.com/-T5Ljo-9KISM/Tqr93HkBNoI/AAAAAAAAAE4/nw71C355rvc/s1600/Um-otimo-dia-das-criancas.jpg

Por: Rosiane Castro

Graduadas pela USP, Rosângela Doin de Almeida e Elza Yasuko Passini possuem experiência como professoras de Geografia, experiência tal que contribui para elaboração da obra.
Durante a leitura do livro fica clara a preocupação que as autoras têm quanto ao processo de ensino - aprendizagem e a compreensão das crianças em relação aos conceitos espaciais. As crianças nem sempre compreendem os conceitos utilizados pelos adultos, principalmente os apresentados na escola. Para facilitar tal compreensão, as autoras propõem uma trajetória de ensino que se inicia através do conhecimento espacial do próprio corpo da criança. Evidenciam também, a importância do domínio do espaço através de boa leitura e elaboração de mapas feitos pelos alunos. Sugerem diferentes alternativas de atividades que resgatam as vivências espaciais das crianças, desta forma deixando mais claro para o aluno a localização dos espaços estudados e suas formas de representação.
Um dos trechos mais interessantes do livro é o seguinte: " Vai-se à escola para aprender a ler e a contar; e por que não, também para ler mapas?."(pag. 15) Essa afirmação tenta justificar as falhas do ensino em relação ao aprendizado interdisciplinar. Saber como lidar com o ensino interdisciplinar é essencial para se desenvolver um bom trabalho na escola.
A obra referida é de grande contribuição para todos os educadores, principalmente para os que estão em formação, pois traz conhecimentos imprescindíveis para quem busca uma verdadeira prática pedagógica de qualidade.

domingo, 23 de outubro de 2011

Do indivíduo ao cidadão

imagem extraída de:conexojoveminformativo.blogspot.com

Por : Leidyane Gomes


O ensaio intitulado '' ultrapassar o conceito de massas, '' mercuse (1980) afirma que o processo social da revolução se instala nos indivíduos para os quais a liberação se tornou uma necessidade vital. Só aqueles que superam o nível puramente egoístico escapam ao fato de que no capitalismo avançado, '' a própria individualidade se tornou uma mercadoria, e assim as pessoas privilegiadas ultrapassam nos fatos do conceito de massas, são capazes de realizar um aspecto de liberação aos indivíduos solitários tanto no nível da ação quanto ao nível da sensibilidade. ''
             O indivíduo se exalta na subordinação social ao individualismo e individualidade, a individualidade é: quando construímos o indivíduo e o individualismo é : a conduta egocêntrica e narcisista, sabemos que Cristo nos move para um novo centro : não vivemos mais para nos mesmos, mas orientamo-nos para Deus e para o próximo.
             A personalidade ativa ao cidadão é renascer através da coragem civil de que falara Wright Mills, o homem como projeta de Sartri, o individuo esta disposto a utilizar plenamente a sua vocação de liberdade.
            Lugar e valor do indivíduo: cada homem vale pelo lugar onde esta, o seu valor como produtor, consumidor, cidadão depende de sua localização no território, assim seu valor vai mudando para melhor ou para pior em funções das diferenças de acessibilidade independentes de sua própria condição as pessoas com mesma formação até mesmo o mesmo salário têm valor diferente, segundo ao lugar em que vivem: as oportunidades são as mesmas, por isso a possibilidade de ser mais ou menos cidadão depende do ponto de território onde se encontra.

HÁ CIDADÃO NESSE PAÍS?

Por: Deise Duque

           Ser cidadão é ter vida, liberdade, propriedade, á igualdade perante a lei. É em resumo, ter direitos civis, é também participar no destino da sociedade, votar, ser votado, ter direitos políticos. Os direitos civis e políticos não asseguram a democracia sem os direitos sociais, aqueles que garantem a participação do individuo na riqueza coletiva, o direito á educação, ao trabalho, ao salário justo, á saúde, a uma velhice tranqüila. Exercer a cidadania plena é ter direitos civis, políticos e sociais, fruto de um longo processo histórico.
           O texto de Milton Santos HÁ CIDADÃO NESSE PAÍS? Faz-nos refletir sobre o que é ser cidadão? O fato de nascer já faz o individuo ter uma soma inalienável de direitos, pois este está sendo ingressado na sociedade, portanto tendo direito á um teto, á comida, á educação e á saúde como já foi dito, á proteção contra o frio, ao trabalho, á justiça, á liberdade e a uma existência digna. O respeito ao individuo é a consagração da cidadania, que é uma lei na sociedade que sem distinção deve atingir a todos. E sem duvidas a cidadania se aprende e é uma dádiva que deve ser conquistada.
           Porém a cidadania precisa ser cabível em qualquer tempo e lugar, e o crescimento econômico em certos setores produtivos e baseado em certos lugares, veio agravar a concentração da riqueza e as injustiças, entre as pessoas e os lugares, com tal crescimento é impossível a igualdade, pois a linhas de créditos abertas ajudaram a agravar as desigualdades.
           O Brasil teve um consumo exclusivo, onde se referiu a alguns bens materiais, que facilitam o acesso a uma vida não apenas confortável como também mais digna. E esse consumo de massa se deu pela mídia, impondo gostos e preços, e esse trabalho de sedução foi facilitado pela própria atração que a mídia tem sobre o publico, ajudando também a colocar como meta não propriamente o individuo como cidadão, mas o individuo tornando-se consumidor. Portanto surge no lugar do cidadão um consumidor insatisfeito, e por isso, votado a permanecer consumidor.