sábado, 12 de novembro de 2011

Música: Companheiro
Por Aretusa

Letra: José Moreira Coelho e Maria Alice Martins
Melodia: José Moreira Coelho e Parcival Moreira Coelho

Meu companheiro
Nossa vida é muito dura,
Gente que não tem leitura
Sofre tanto que faz dó
Tem tanta gente
Por esse Brasil afora
A espera de melhora
E cada vez fica pior ...

Meu companheiro
O Brasil só vai pra frente
Quando um dia toda a gente
Souber ler e escrever
Por isso mesmo
Resolve meu companheiro
Ande logo vem ligeiro
Estudar e aprender...

O velho Pedro
A Maria, o Vicente,
A mulher do seu Clemente,
A Tereza e o Valdemar
Na caminhada
Não existe distinção
De cor e nem religião
Nem do jeito de trajar...

Nosso Brasil
Que se diz independente
Um país que vai pra frente
Passando o povo pra trás
Os poderosos
Pegando nossa riqueza
Entregando às empresas
Prás multinacionais

            A letra da música nos mostra o quão importante é a educação para o desenvolvimento do país e para a formação de cidadãos críticos e independentes, no sentido de poderem fazer suas escolhas e de maneira acertada. Também nos mostra que nunca é tarde para aprender e o quanto a educação é inclusiva e interagente, quando diz “ Na caminhada,  Não existe distinção, De cor e nem religião, Nem do jeito de trajar...”
Há possibilidades infinitas de integração das pessoas no aprender ler e escrever, basta querermos que o processo avance para além das conquistas individuais e se torne o querer de cada um para todos.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS


imagem extraída de : pedagogiaaopedaletra.com

RELATO DE EX - ALUNA MARIA VANDERLY ALVES

POR: ROSIANE CASTRO

         Vanderly diz que veio com o esposo e seu filho de um ano em 1992 do Ceará para São Paulo. Estudou até a 4º série em Fortaleza.
Apesar de seu esposo dizer que ela não precisava trabalhar, Vanderly tinha um grande desejo de cuidar de idosos e principalmente de ter sua independência financeira. Por ser muito religiosa, tinha amizade com o padre da igreja que frequentava, e o mesmo lhe ofereceu trabalho numa casa de repouso. Ao chegar lá, a diretora da instituição disse que era obrigatória a conclusão do ensino médio (no mínimo) para que fosse contratada. Segundo Vanderly: “Naquele momento me senti uma inútil. Pensei comigo mesma, eu queria tanto ficar perto das avózinhas e dos avôzinhos. Meu sonho é esse, e vou correr atrás do meu objetivo”. A ex-aluna diz que o próprio padre que lhe falou sobre o trabalho, lhe apresentou a EJA. Ela ficou muito interessada e decidiu voltar a estudar.
Vanderly diz que só tem boas lembranças sobre a escola em que estudou. Segundo ela: “A escola me proporcionou momentos maravilhosos que não esquecerei nunca mais. Foi como se me ensinassem a andar. Fiz amizades que levarei para o resto da vida”.
Questiono Vanderly sobre como era a relação entre professor-aluno e a relação entre alunos. A mesma diz: ”Os professores estavam dispostos a nos ajudar o tempo todo. Faziam com que a aula fosse dinâmica, uma aula nunca era igual à outra. Traziam assuntos novos, que trabalhavam nosso cotidiano. Os professores nos colocavam em duplas, as quais chamavam de duplas produtivas. Eu sempre sentava com alguém mais jovem. Apesar de na minha classe ter alunos de idades super distantes, desde um rapaz com 20 anos até o mais velho que tinha 70, os alunos mais jovens sempre nos ajudavam e os professores faziam com que houvesse uma interação legal entre a gente. Éramos uma verdadeira família”. Vanderly evidencia ainda que uma das frases que mais lhe emocionou, foi um dia em que uma senhora de 65 anos lhe disse: “Estou tão feliz, agora já sei assinar o meu nome”.
Segundo Vanderly, voltar a estudar foi uma realização de um sonho. “Hoje realmente me sinto inclusa na sociedade! Tenho mais facilidade em conversar com meu filho sobre assuntos da atualidade. E até hoje falo com meus professores e amigos pela internet.”
Hoje aos 46 anos, Vanderly é técnica de enfermagem e está cursando nível superior. Segundo ela: “Quero ser enfermeira, para continuar cuidando dos meus velhinhos”.

           


















domingo, 6 de novembro de 2011

"ALERTA EM NOSSAS MESAS"

imagem retirada de:http://portalyah.com/eventos/o-veneno-esta-na-mesa/


Por: Deise Duque


Desde 2008 o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos, sendo que cada brasileiro consome em media 5,2 litros de agrotóxicos por ano.
Os agrotóxicos estão sendo permitidos em nome da produtividade, e claro do lucro. Como será que os alimentos chegam a nossa mesa?
Sabendo que agrotóxico MATA, foi proibido no Brasil à venda de um agrotóxico chamado METAMIDOFÓS, que é um principio ativo usado nas lavouras de soja, batata, feijão, tomate, trigo e algodão. Pode atingir o sistema nervoso, causando lapso de memória principalmente nas crianças,e o sistema reprodutivo feminino pode ser comprometido na formação de um embrião.
Segundo a ANVISA, no ano de 2009, das 3130 amostras de alimentos coletados em 26 estados, 29% apresentaram resultados insatisfatórios, estavam acima do agrotóxico permitido.
E por incrível que pareça nos últimos anos os alimentos com índice maior de agrotóxicos são os que fazem parte dos nossos alimentos diários como: beterraba, tomate, alface, mamão, abacaxi, couve e morango.
E como fica a saúde humana e natural?
No Brasil, há incentivo fiscal para quem utiliza agrotóxicos, gerando uma contradição entre a saúde da população e a economia do país, com privilégio da segunda opção.  
A idéia que o filme nos passa é a de mostrar à população como estamos nos alimentando mal, por conta de um modelo agrário baseado no "agronegócio."      
Quem tiver mais interesse em saber, o quanto consumimos de agrotóxicos, assista esse documentário é de se assustar, é preciso rever os conceitos. O que é mais importante, a saúde humana ou o lucro?

          

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Alfabetização e Letramento

imagem extraída de: contatonalua.blogspot.com
Por: Rosiane Castro 

“No Brasil ainda existem muitas crianças que chegam ao último ano do ensino básico e ainda não sabem ler...”
A alfabetização é o processo pelo qual o indivíduo adquire o domínio do código da escrita. Letramento é o desenvolvimento da capacidade de escrever, ler, interpretar para atingir diferentes objetivos, ou seja o uso com autonomia da linguagem e escrita.
No Brasil ainda existem muitas crianças que chegam ao ultimo ano do ensino básico e ainda não sabem ler. Esse fato é constatado através de uma pesquisa feita pelo jornal Fantástico em 27 capitais brasileiras onde a maioria dos alunos não compreendeu nada ou compreenderam apenas frases simples de perguntas de raciocínio. São dados extremamente alarmantes para a sociedade.
Hoje as crianças não aprendem mais por meio de sistematização (B+A=BA), mas de forma prática, porque ser alfabetizado e letrado é uma forma de sobreviver em sociedade, podemos chamar de conquista da cidadania.
Conforme a autora Magda B. Soares afirma, houve uma mudança na maneira de considerar o significado do acesso à leitura e à escrita em nosso país, um fato que sinaliza bem essa mudança é a alteração do critério utilizado pelo Censo para verificar o número de analfabetos e de alfabetizados. Durante muito tempo, considerava-se analfabeto o indivíduo incapaz de escrever o próprio nome, nas últimas décadas é a resposta à pergunta “sabe ler e escrever um bilhete simples?” que define se o indivíduo é analfabeto ou alfabetizado. Da verificação de apenas habilidade de codificar o próprio nome, passou-se à verificação da capacidade de usar a leitura e a escrita para uma prática social ( ler ou escrever um “bilhete simples”). Mais que a verificação da presença da habilidade de codificar em língua escrita, isto é, já se evidencia a tentativa de avaliação do nível de letramento, e não apenas a avaliação da presença ou ausência do ler e escrever.
Antigamente um analfabeto bastava entender o que lhe diziam por meio de frases curtas e claras, onde assim (de certa maneira) conseguia viver em sociedade. Já na atualidade com as novas tecnologias um analfabeto não possui uma vida totalmente social, ele depende de alguém para fazer coisas simples como, por exemplo, pagar uma conta em caixa eletrônico. Outro exemplo são as empresas que contratam apenas profissionais que enviem seus currículos através de e-mail ou pelo próprio site da empresa. Durante a contratação ainda é solicitado que os candidatos façam provas escritas e orais, para que desta forma avaliem sua dicção e seus conhecimentos de mundo.
Segundo a educadora Vera Masagão, ao evidenciar que não é a aprendizagem da linguagem escrita em si que transforma a pessoa, mas sim os usos que elas fazem desse instrumento, os estudos sobre o letramento abrem novas perspectivas para a reflexão crítica sobre o papel da escola e também para o desenvolvimento de práticas pedagógicas que respondam com mais eficiência as demandas sociais relativas ao letramento.
Pode se citar então que  uma prática pedagógica a ser seguida desde a pré-escola por exemplo, é a utilização da escrita em sala, correspondendo às formas pelas quais é utilizada nas práticas sociais. Desta forma se “alfabetiza  letrando”, fazendo assim com que haja articulação entre os dois processos de aprendizagem.

domingo, 30 de outubro de 2011

História real x História oficial

Cultura de silenciamento
por Aretusa de Almeida

A África é o berço da humanidade e 30% das palavras faladas no Brasil são de origem africana. Os africanos trouxeram ao Brasil animais e plantas que aqui não haviam como o dendê, galinha d’angola, entre outros. Além disso, também influenciaram na dança, na música, nos instrumentos, e contribuíram para outros aspectos da cultura brasileira, como por exemplo a capoeira, berimbau, etc.
O negro trazido para o Brasil não veio por livre e espontânea vontade. E para legitimar esse “seqüestro” de sua terra natal, criou-se uma história de selvageria e canibalismo. Toda essa demonização serviu para os brancos "justificarem" as barbáries cometidas contra os negros no perído da  escravidão. Não bastava que fossem apenas negros aos olhos dos brancos, era preciso torná-los sub humanos, algo entre o grotesco e o animal. O próprio corpo justificava a escravidão, pouco inteligente porém forte e resistente para o trabalho braçal.
Porém por mais que os brancos tentassem transformá-los em mercadoria e propriedades, os negros não se rendiam ao processo de "coisificação", porque mesmo sendo tratado como "coisa" o ser humano continua sendo humano. E é por isso que durante a escravidão, os negros não desistiram de sua liberdade e houve todo um processo de fuga para os quilombos, as revoltas, os suicídios e etc.
É importante ressaltar a coragem e a garra dos negros na luta que travaram para sua libertação e que significou uma busca pela re-humanização desse povo. E somente com o conhecimento de sua história é que poderemos nos libertar dos preconceitos e estereótipos que foram criados em torno deles.
A participação na construção da história e da cultura brasileira é negada aos negros, embora tenham sido eles a principal mão-de-obra na produção da riqueza do Brasil, trabalhando na cana-de-açúcar, na pecuária e no cultivo do café.
Mas se os negros possuíam tanta cultura em seu país, e pode-se dizer que sabiam mais sobre vários assuntos e possuíam mais habilidades que os europeus que os escravizaram, por que isso não aparece na história? Porque foram silenciados! Não é interessante pensá-los como pessoas que em sua terra natal possuíam organização social, religiosidade, comércio, cultura própria e saberes que eram passados de geração para geração. Para justificar as barbáries cometidas contra esse povo é necessário deturpar a história real e tornar a história oficial benéfica por parte de quem conta, no caso os brancos europeus em detrimento dos negros.
Embora a contribuição dos negros tenha sido de grande relevância para o progresso do país, eles foram colocados numa condição de trabalho inferiorizada e subalterna, e se não fosse a luta e as reivindicações dos grupos que hoje existem para tirá-los dessa condição de inferioridade, estariam na mesma situação até os dias de hoje. Até porque, esse processo de inferiorização se deu até o fim da escravidão, onde os negros ficaram sem terra para trabalhar e foram impedidos por lei de estudar. Não houve nenhuma reparação por parte das autoridades ou por parte de quem os escravizou e a conseqüência disso foi o aumento da miséria dessa camada da população.
Porém há uma “luz no fim do túnel” e as políticas públicas estão tentando reparar as injustiças cometidas e minimizar as sequelas deixadas pela escravidão uma vez que, a população negra deste país, conforme dados do IBGE, corresponde a 50,6 % dos brasileiros.
Uma das políticas a qual me refiro, é a implementação da Lei 10639/2003, atual 11.645/2008 que torna obrigatória a inclusão na grade curricular dos estabelecimentos de ensino,(fundamental e médio, seja eles públicos ou particulares) o ensino sobre a história e a cultura afro-brasileira e indígena, que incluirá o estudo das lutas dos negros e dos índios no Brasil. Suas culturas, seus costumes, enfim, toda sua contribuição para a formação da sociedade brasileira. A temática precisa ser abordada de maneira justa e que coloque o negro como protagonista de sua história; protagonismo esse que tanto nos enriqueceu ainda que à custa de tanto sofrimento.
É de suma importância que conheçamos melhor a história e a cultura africana para melhor informar os que nos cercam e dar o devido valor e respeito a esse povo tão injustiçado e que tanto nos enriqueceu com sua cultura e seu trabalho.
 
imagem extraída de :blogdathatmattarazo.blogspot.com

Ignorando nossas origens???


imagem extraída de:noticias.r7.com
Por: Rosiane Castro
O muro da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Guia Lopes, no bairro Limão, situado na  zona norte de São Paulo, foi pichado com a seguinte frase : "vamos cuidar do futuro de nossas crianças brancas", acompanhada do símbolo da suástica nazista. Segundo a diretora Cibele Racy, foi um protesto às ações afirmativas pela igualdade racial desenvolvidas pela escola.
Desde o início do ano as questões raciais têm sido discutidas com as crianças, como parte do projeto pedagógico. Conforme Cibele, apesar de o projeto ter sido benvindo, despertou reações negativas por parte de alguém que conhece bem o colégio. "Essa pichação teve um endereço certo. Não foi algo aleatório. Mexemos em uma ferida muito profunda e eu estava até preparada para alguma reação, mas não dessa maneira".
Segundo pesquisas, o Brasil têm a maior população de origem africana fora da África. Em 2003, foi aprovada a Lei 10.639/03, tornando obrigatório nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, tanto oficiais quanto particulares, o ensino da História e da Cultura Afro-brasileiras, da História da África, o que desta forma (esperamos),que possa aumentar possibilidades de romper com as desigualdades e a intolerância no Brasil. Porém o sucesso da implementação da lei depende da continuação das lutas sociais e coletivas.
Devemos fazer a diferença! O brasileiro deve valorizar sua pluralidade étnica e cultural, suas origens e acreditar em suas virtudes para que um dia este país tenha condições de lutar com igualdade pelos seus direitos.








As constribuições do Não- formal para a Educação

imagem extraída de: : peadportfolio156753.blogspot.com

Por : Rosiane Castro
A educação não formal é considerada como um campo em constante construção. Diferente da educação formal, onde os conteúdos são prontos,  ela é aquela que se aprende "com a vida" através das experiências do dia-a-dia. Nesse processo, o grande educador é o "outro", aquele com quem se interage. Torna-se um processo de autoaprendizagem e aprendizagem coletiva.
As práticas da educação não formal vão além dos muros escolares. Ocorrem em organizações sociais, nos movimentos e principalmente em lutas contra as desigualdades e a exclusão social. A construção de conhecimentos baseados em princípios de igualdade e justiça social,  fortalece a prática da cidadania.
Em hipótese alguma a educação não formal deve ser vista como um tipo de alternativa contra a educação formal, pelo contrário, ela traz contribuições para que  haja uma interação maior entre escola e comunidade. Só a partir dessa articulação, será possível uma transformação não só na área da educação, e sim na sociedade como um todo.
É preciso e urgente reconhecer a importância da educação não formal no processo de construção de uma sociedade mais justa. Pois fica claro que ambos processos de aprendizagem visam um só objetivo: " a formação de um cidadão pleno".
vídeo extraído de:http://www.youtube.com/watch?v=pHAKz5hKnqg